Serpentinas de carnaval

Semana de carnaval. Vontade de escrever alguma coisa sobre este estar aqui em Buenos Aires e não ser carnaval. Um dia lindo hoje. Vontade de escrever sobre isso também.
Pilha de coisas para estudar; provas amanhã e depois. Vontade nenhuma.
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Eu tinha mandado um e-mail na semana passada dizendo, resumidamente, "aconteceu isso e lembrei muito de você". Aí recebi hoje a resposta:
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"Ju,
Desculpe a demora em responder, mas nos últimos dias me dediquei totalmente – de corpo, alma, poesia e história – ao carnaval. É indescritível o que vivi. Vale umas cervejas de garrafas em um boteco da vida, e algumas horas de conversa e filosofia de botequim. A conclusão que tiro é que, se o Brasil é o país do futuro, como muitos costumavam dizer, finalmente este futuro começou ... e pelo Rio de Janeiro.
Foram dias de invasão. O povo invadiu as ruas em uma completa sintonia de paz, como nunca vi igual. Todas as classes, todas as cores comungando de uma esperança que se concretiza na melhoria de qualidade de vida das pessoas e que pode ser conferida nas capas de revistas, nos jornais internacionais... O mundo e a Madonna estão com as mentes voltadas para cá!
Quanto a mim, nunca andei tanto pela madrugada. E sem medo. Fui da Glória ao Flamengo, do Flamengo à Lapa, da Lapa à Santa Teresa, tudo caminhando, ora levado pela multidão, ora em um silêncio visto do alto. Dormi em um banco de praça no Curvelo, em Santa Teresa, e vi o nascer do sol mais bonito de minha vida. Descobri um grande amor no meio da Rio Branco – amor que durou até Laranjeiras... Coisas do carnaval!
(...)
Um beijo enorme!
Tô por aqui!
Inté. "
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Insisto: pra que escrever sobre uma coisa quando alguém fez melhor que você?
Muito bonito esse carnaval.

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